7.6.09

Ilusões

Tal Ditadura se encontra a minha vida
A minha cabeça cheia de imagens e palavras
Passado devastador, presente de ilusões
Tempo de dúbios pensamentos isentos de 30 000 rosas

Palavras que ecoam na minha cabeça
Que não saem por mais que as tente esquecer
“Tu tens de te preocupar com os outros e ajudá-los”
Palavras que me dizem e para mim não fazem sentido algum

Porque preocupar-me ou ajudar
Qual o verdadeiro sentido dessa repetitiva frase
Se por todos devo estar presente e ninguém por mim comparecer
Se é meu dever preocupar-me com os outros
Quem se preocupará comigo?

Aquele de quem eu gosto?
Com quem quase nunca estou e parece que me conhece melhor que a minha ‘melhor amiga’
Aquela rapariga do outro lado do mundo?
Que nunca conheci, nunca falei em pessoa e no entanto me parece uma amiga de longa data
Ou aquele que apesar de brincadeiras
Reconhece quando algo me pesa na consciência?

Farta de submissões
Farta da falta de tempo, da falta de confiança
Sonho apenas em escapar e não deixar rasto
Se num mundo com 6 ou mais biliões de pessoas
Apenas em três me sinto capaz de confiar…
Toda a minha vida, todos os meus pesares e alegrias

Marta Kong

1 comment:

  1. Adorei o poema martinha!
    Faz tanto sentido o qe dizes, por vezes tambem me sinto assm, tal qual!

    continua a escrever, gostei

    beijinho de mim para ti *

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